Mais um policial é preso pelo GAECO

Um policial civil suspeito de chefiar uma quadrilha que extorquia Colombianos que vivem no Brasil foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A prisão foi feita neste domingo (9), depois que o paradeiro do policial foi descoberto. Ele estava escondido na casa dos pais em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

O policial civil era o último alvo da Operação Tayrona, deflagrada na semana passada, que ainda não tinha sido localizado. A operação buscava prender o investigador de polícia, o auxiliar de carceragem de Campina Grande do Sul e dois amigos deles, sem vínculos diretos com o Estado. Todos estariam envolvidos no esquema de extorsão contra os estrangeiros.

O Gaeco já tem provas de que o grupo criminoso teria agido em pelo menos duas situações. Em um dos casos, na Região Metropolitana de Curitiba, a extorsão aconteceu dentro de uma pizzaria e o colombiano foi abordado por três homens que exigiram dinheiro para que ele não fosse deportado

O motivo da abordagem, segundo as investigações do Gaeco, seria um empréstimo feito pelo homem que seria irregular. Na ação, o policial estava acompanhado de um agente carcerário e os dois ameaçaram o colombiano com uma arma. O homem teria sido obrigado a entregar R$ 2,5 mil.

No segundo caso que chegou ao Gaeco, o outro colombiano teve prejuízo menor. Também na condição de que se não pagasse seria deportado, o homem foi obrigado a entregar R$ 2 mil para a quadrilha, que pediu R$ 5 mil, mas houve negociação.

Ao ser detido, o investigador da Polícia Civil foi encaminhado à Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), onde há uma carceragem destinada aos policiais civis. Segundo o Gaeco, o investigador estava há pouco tempo na corporação. Além do crime de extorsão, o grupo deve responder por roubo e ameaça.
Com conteúdo da Tribuna

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